Uma das primeiras tarefas que realizamos quando entramos numa nova propriedade é fazer uma avaliação do potencial de produção que a mesma possui, área disponível, animais e mão de obra são os principais fatores analisados e aquilo que entendemos que é possível de ser alcançado repassamos para a família, num primeiro momento a maioria não acredita ser possível chegar lá, mas com trabalho e dedicação e realizando etapas passo a passo, o impossível acaba tornando-se uma realidade.

Uma das regras básica para não acumular decepções com trabalho de assistência técnica é não realizar insistência técnica, além de não selecionar produtores para serem atendidos pelo seu tamanho, área ou número de animais, pois na prática produtores que possuem limitações de áreas, seja por extensão ou relevo, são os que alcançam os melhores resultados em um menor período.

Todo o processo de melhoramento deve ser gradual, uma etapa vencida é a senha para o próximo passo. Com raras exceções encontramos propriedades que conseguem melhorar vários processos ao mesmo tempo.

O primeiro alvo a ser melhorado deve ser sempre alimentação, os demais acabam acontecendo ao natural e quem dita a velocidade das mudanças são sempre os proprietários e não o técnico.

Quando os resultados começam a surgir, principalmente em termos de produção, a satisfação do produtor é compartilhada com seu profissional da assistência técnica, isto acontece comigo e com meus colegas.

Como é gratificante receber uma mensagem onde o produtor reconhece o trabalho que foi realizado em conjunto, produtor (família) e técnico, ainda mais quando ele chega na meta traçada ou até mesmo supera a mesma, este é o momento em que “cai a ficha” como se diz na gíria, aquilo que foi falado em termos de potencial de produção é superado. A auto estima familiar passa a ser o combustível para as próximas melhorias, além é claro de melhores resultados financeiros.


Fonte: Meu Tambo