Retornamos pela segunda vez este ano à UCEFF, agora para dividir experiências com alunos do curso de agronomia e da engenharia de alimentos no 5º AGROTEC.

Produção e manejo de pastagens foi o assunto abordado com ênfase na metodologia aplicada. Conhecimento técnico é uma das etapas no trabalho de fomento, sendo a aplicabilidade a mais difícil, pois não existe um método único que funcione em todas as propriedades, este deve ser moldado conforme a propriedade e seus proprietários.

Para aproximar mais a minha abordagem prática com os participantes do 5º Agrotec, convidei produtores de leite para darem seus depoimentos no evento.

Ivanes Fiorentim, produtor de leite de Constantina – RS possui uma pequena propriedade com 14 ha agricultável e produz em média 28.000 litros de leite mensal juntamente com sua esposa Lucélia e seu irmão Jaime e esposa Vanderléia. “Iniciamos alguns anos atrás com um pequeno plantel de animais, hoje temos uma boa genética, fruto de muitos anos de inseminação, pois nunca compramos animais. Estou aqui para dizer que todos devem acreditar, é possível produzir muito pasto e com qualidade, mas nada ocorre por acaso, eu sigo as recomendações dos técnicos. Procuramos cada vez mais fazer melhor, por isso estamos sempre participando de palestras como estas de hoje, vim para aprender com vocês”.

Leandro Frigeri, produtor de Engenho Velho – RS, também possui uma pequena propriedade e além da atividade leite também produz grãos no restante da área. “Eu e minha esposa Rosane começamos a mudar a realidade a partir do momento que seguimos as recomendações técnicas e passamos a investir mais em adubo e semente de qualidade. Hoje além de produzir muito pasto também melhoramos a qualidade do nosso solo, pois seguidamente faço roçada das sobras e isto vai incorporando matéria orgânica. Somos pequenos produtores e estamos muito felizes por poder pagar um curso superior para nossas duas filhas que estão na universidade”.

Tiago Vianei Kroetz, produtor de Iporã do Oeste – SC, desenvolve a atividade leite numa pequena área, sendo o terreno com alta declividade, mas não foi empecilho para realizar as mudanças e alcançar sucesso na atividade. “Eu iniciei a mudança a partir do curso SIPS que fiz com o Dr. Wagner Beskow da Transpondo, pois antes fazia da forma tradicional, ou seja, pouca adubação e não investia em uma boa semente, hoje percebi que o caminho é este. É possível mudar qualquer propriedade, basta acreditar no seu potencial e não desistir por qualquer problema que ocorra”.

A esposa do Tiago, Aline Kroetz também deu seu depoimento. “Trabalho como professora, mas também faço trabalhos pesados na propriedade auxiliando meu esposo nas tarefas diárias da atividade leite, sinto orgulho por poder participar do crescimento e na transformação que ocorreu depois da implantação do SIPS, vejo e admiro meu esposo pelo entusiasmo que ele tem em fazer cada dia melhor para alcançar melhores resultados na atividade”.

Estas foram apenas partes dos depoimentos dos produtores que contribuíram muito com o evento, levando conhecimento aplicado na prática.


Fonte: Meu Tambo